ManpowerGroup oferece capacitação a ONGs e refugiados para promover empregabilidade

Atualizado: Mai 14

Inspirados na iniciativa da própria empresa no Panamá, filial brasileira do grupo de consultoria de Recursos Humanos realiza ações para incentivar a inserção de pessoas em situação de refúgio no mercado de trabalho 


Capacitação de refugiados oferecida pelo ManpowerGroup em Boa Vista, RR. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

A contratação de refugiados é uma das maneiras que o setor privado encontra para se engajar à causa, mas não a única. A multinacional estadunidense ManpowerGroup, especialista em soluções de força de trabalho, encontrou na capacitação de organizações não-governamentais e na orientação de refugiados, o caminho para contribuir com a empregabilidade dessa população. Em julho de 2019, a empresa se uniu à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para realizar em São Paulo a primeira ação voltada à inserção de pessoas em situação de refúgio no mercado de trabalho brasileiro. Durante dois dias, foram capacitadas equipes de 14 ONGs que atuam com a temática.


“Nossa preocupação foi entender como poderíamos apoiar e aumentar a empregabilidade dos refugiados no Brasil. Estudamos as barreiras que eles encontram na trajetória de conseguir o primeiro emprego. Preparamos um modelo de capacitação sobre direitos trabalhistas e valorização profissional, tanto para os refugiados, quanto para as ONGs que dão suporte a esse público, para que essas pessoas possam ter mais chance de passar em um processo seletivo”, explica Leandro Araújo Fernandes, líder de Recursos Humanos no ManpowerGroup.


O workshop voltado às ONGs contou com 20 profissionais que atuam na ponta, diretamente com a acolhida e orientação de refugiados. No primeiro dia, a equipe do ManpowerGroup explicou sobre a elaboração de currículos que valorizam competências e habilidades, ensinou a fazer cadastros no banco de talentos da empresa e como se comportar em entrevistas de trabalho. Já no segundo dia, as ONGs participaram de uma atividade de apoio com nove refugiados, para colocar em prática o que aprenderam.


Para Leandro, o fator mais desafiador dessa proposta foi entender o perfil e o cotidiano de cada organização, para que pudessem ser mais assertivos na capacitação e, assim, conseguissem alcançar o objetivo final de aumentar a empregabilidade dos refugiados atendidos pelas ONGs.

O apoio do ManpowerGroup às ações ACNUR começou com o projeto “Carreira – Impulsionando talentos”. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni.

O Programa de Apoio para Recolocação de Refugiados (PARR), liderado pela empresa EMDOC, foi uma das organizações participantes do workshop. A atuação do PARR se divide em duas esferas: a sensibilização de empresas e a preparação dos candidatos para as vagas; e a capacitação cultural para refugiados se adaptarem ao Brasil e ao mercado de trabalho local. A iniciativa conta com 2,4 mil currículos disponíveis e 300 empresas associadas. Para Valéria Derminio, assistente de responsabilidade social do PARR, o evento promovido pela Manpower foi importante para profissionalização dos atendimentos e manutenção da rede do programa. 


“Além de adquirirmos novas técnicas e abordagens na orientação dos profissionais cadastrados em nossa plataforma, tivemos a oportunidade de aplicar novas estratégias de manutenção do relacionamento com as companhias que haviam solicitado nossos serviços. Após a capacitação, entramos em contato tanto com empresas parceiras, que já haviam realizado seleções anteriormente, como com outras que haviam descontinuado tal processo. Apresentamos o PARR como uma alternativa de acesso a novos profissionais qualificados e com o perfil para vagas específicas”, comenta Valéria.

De São Paulo à Roraima: a capacitação de 600 refugiados em Boa Vista


A crise humanitária na Venezuela intensificou o número de pessoas que cruzam todos os dias a fronteira e chegam ao município roraimense de Pacaraima. Instigados pela equipe do ACNUR, o ManpowerGroup deu um segundo passo no projeto de apoio à causa do refúgio. Leandro e, a então colega de trabalho, Priscila Minelli ministraram 12 oficinas de orientação para mais de 600 venezuelanos em dois dias, no auditório da Universidade Federal de Roraima (UFRR). 


Foto: ANUR/Alana Ferreira

“O viés das oficinas era dar orientações sobre confecção de currículos, entrevistas e falar sobre protagonismo: essas pessoas precisam entender que são capazes, que podem e vão contribuir com a produtividade de uma companhia. Tentamos estimulá-los a não desistirem do objetivo principal: ter uma vida melhor e uma possibilidade de futuro. Tivemos um discurso cuidadoso para que eles entendessem que não estávamos ali para dar emprego, mas para prepará-los para as oportunidades que poderiam surgir. O desafio foi deixá-los motivados, mesmo sabendo que eles não têm tudo às mãos para conseguirem”, contextualiza Leandro.


A extensão do engajamento e a contratação de refugiados


Segundo o líder de RH, o ManpowerGroup já intermediou a contratação de três refugiados para seus clientes e tem interesse em contar com pessoas em situação de refúgio em seu quadro de profissionais. Recentemente, selecionou a venezuelana Haygar María García de Calojero, participante do projeto Empoderando Refugiadas – iniciativa do ACNUR, Rede Brasil do Pacto Global e ONU Mulheres – para um posto temporário na área de recursos humanos. Entretanto, a candidata acabou sendo selecionada por outra companhia para uma vaga celetista. 


“Gostei de participar do processo seletivo da Manpower. Eles apresentaram a empresa, a filosofia de gestão, quantas pessoas trabalham e todos os processos internos. Tivemos a oportunidade de falar sobre nossa vida profissional e um pouco da vida pessoal. Também assisti a um workshop da Manpower no Empoderando Refugiadas em que as instrutoras deram dicas de como se comportar nas entrevistas de emprego, como fazer um bom currículo. Acho importante compartilhar essas informações porque nem todo mundo sabe”, comenta Haygar.  


Os processos seletivos conduzidos pelo ManpowerGroup com refugiados não se diferem das demais contrações feitas com brasileiros. Leandro explica que houve um alinhamento com as recrutadoras da empresa para flexibilizarem a gramática. 

“Temos uma pré-disposição a não julgar a gramática por conta do idioma. O mais importante é levar em conta as competências requisitadas para o cargo em questão. É preciso ouvir e certificar que a pessoa entendeu corretamente a pergunta que foi feita a ela. A comunicação deve ser efetiva”, reforça.


Haygar é bacharel em administração e especialista em recursos humanos. De acordo com a assistente de responsabilidade social do PARR Laura Ricarte, a venezuelana tem um perfil que chama a atenção dos recrutadores.


“Com a formação realizada pelo ManpowerGroup, tivemos uma melhor compreensão dos perfis de cada trabalhador, resultando em maior efetividade no encaminhamento para as vagas que teriam aderência. Neste ano, tivemos um aumento no número de contratações do PARR, o que acreditamos ser, em parte, devido ao workshop, uma vez que pudemos garantir que a contratação dessas pessoas fosse relevante para as empresas e para elas próprias”, explica Laura. 


Nomeado “Ano da Aprendizagem” pelo time interno do ManpowerGroup, 2019 se encerra com uma campanha de doação de materiais escolares entre seus mais de 350 colaboradores. A arrecadação acontece nas onze sedes da empresa no Brasil, localizadas em São Paulo, Manaus, Recife, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Campinas. Os materiais serão doados à Cáritas de cada município que fará a entrega às crianças refugiadas atendidas pela instituição.

INICIATIVA

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