Carrefour: a diversidade como força motriz do negócio

Atualizado: Mai 14

Rede varejista orgulha-se de ser a porta de entrada de centenas de refugiados que buscam se inserir no mercado de trabalho brasileiro

O Grupo Carrefour Brasil emprega atualmente mais de 84 mil pessoas, em todos os estados das cinco regiões do país e Distrito Federal. “Somos uma amostra da sociedade brasileira”, dimensiona Karina Chaves, Gerente de Diversidade e Inclusão da rede varejista, quando começa a falar sobre a quantidade e diversidade de pessoas que trabalham na empresa. Cientes da singularidade de reter em sua força de trabalho também um extrato relevante de seu público-alvo consumidor e com visão estratégica de expansão do negócio, o Carrefour entendeu que a diversidade poderia ser muito mais do que uma bandeira institucional.


Quando você tem um time que mescla pessoas em situação de refúgio, com deficiências, negros e mulheres nas lideranças, você certamente entende melhor a necessidade do seu cliente”, destaca Karina. Graduada em Psicologia pela Unesp e pós- graduada em Recursos Humanos pela Faap, ela está há 12 anos na rede varejista. É também líder do Programa de Valorização da Diversidade do Carrefour, que estimula diálogos internos e externos sobre a importância de valorizar e respeitar todas as pessoas.



Primeiros passos da diversidade


A largada para solidificação da diversidade como prioridade do Carrefour Brasil foi dada em 2012, com a criação de uma política para definir qual posicionamento da empresa frente à questão. Na sequência foi instituído um comitê que reunia atores internos importantes, como os setores: Jurídico, os subsistemas de Recursos Humanos (Recrutamento e Seleção, Comunicação Interna e Treinamento e Desenvolvimento), Imprensa, Operações, Prevenção de Riscos e etc.


Foi criada uma campanha de comunicação e materiais internos para desenvolvimento das lideranças, que por sua vez, seriam porta-vozes ao disseminar a temática para as equipes. “Queríamos ouvir as demandas internas e cuidar para que as pessoas se sentissem acolhidas. Nossa ideia é ser uma empresa que dá oportunidades iguais, que cultiva respeito e equidade”, explica a gerente. A partir daí, foram desenvolvidas ações com o objetivo de acelerar o processo de inclusão racial, de LGBTI+ e de mulheres na liderança.



Parcerias para inserção de refugiados


Desde 2010, após o terremoto no Haiti, o Carrefour começou a empregar imigrantes em situação de vulnerabilidade social, um processo que iniciou organicamente. Mas a primeira contratação de pessoas em situação de refúgio veio em 2015, com a parceria do Empoderando Refugiadas, projeto da Rede Brasil do Pacto Global, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONU Mulheres.


Karina conta que, desde então, muitos refugiados ingressam no mercado de trabalho brasileiro por meio de suas lojas. “Apoiamos o projeto da ACNUR desde o começo porque era focado em mulheres, um tema prioritário. A mulher refugiada passa por questões complexas. Em muitos países, elas não podem trabalhar, são subjugadas e exploradas.”


Todas as vagas de trabalho podem ser pleiteadas por refugiados. “Respeitamos todos em sua raça, singularidade, origem. Todas as vagas são abertas para quaisquer pessoas. Temos metas de inclusão de mulheres, negros e pessoas com deficiência, mas não são cotas.”


Além da participação no Empoderando Refugiadas, o Carrefour também é signatário do Pacto Global das Nações Unidas e faz parte do Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados (PARR). Mantém ainda o projeto Conexão Varejo em parceria com a Rede Cidadã – ONG que capacita pessoas de baixa renda e o público LGBTI+ para o mercado. A iniciativa já profissionalizou mais de 8,5 mil pessoas desde 2012, das quais 3,4 mil já foram empregadas no comércio varejista.



Impacto dos refugiados na empresa


A contratação de alguém de outro país exige um esforço de relacionamento e inclusão por parte dos colaboradores. A maioria das empresas que empregam refugiados destaca a melhoria do clima e a fomentação da cultura de cooperação entre os funcionários. No caso do Carrefour, este impacto positivo no ambiente de trabalho foi estrategicamente revertido ao negócio.


“Quando temos diversidade conseguimos ter mais interação entre as pessoas, atender com empatia e entendemos melhor a necessidade do outro. Ganhamos com a possibilidade de inovar e ampliamos nossa capacidade de responder desafios.”, explica a gerente.

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